A Ciência por Trás da Gamificação: Como e Por Que Funciona

27 de junho de 2024
Joystick com fundo azul, ilustrando texto sobre ciência da gamificação

Liberação de dopamina, estimulação de tipos diferentes de perfis e apreço por jogos é parte da ciência da gamificação. Veja mais!

Os videogames já foram vistos como inimigos. No entanto, descobriu-se que usar elementos dos jogos no ambiente corporativo pode trazer vantagens. Dessa forma, em vez de ir contra os games, criou-se uma metodologia poderosa, a gamificação. Afinal, como revelou a Pesquisa Game Brasil, publicada pelo Grupo Globo, 75% dos brasileiros são adeptos aos jogos. Tanto homens quanto mulheres apreciam games, já que a estatística de jogadores (49%) e jogadoras (51%) é bem equilibrada.

Por isso, utilizar elementos de jogos em contextos não relacionados a games tem potencial para engajar, motivar e influenciar o comportamento das pessoas. A gamificação tem se mostrado eficaz em diversas áreas, incluindo educação, marketing e gestão de equipes. Mas por que a gamificação funciona tão bem? 

Neste artigo, você conhecerá a ciência da gamificação, como é pensada e aplicada para o ambiente corporativo.  

Por que gamificação funciona?

A resposta para a pergunta é longa, pois há uma combinação de fatores que tornam a gamificação eficaz para as empresas atingirem seus objetivos corporativos, desde a melhoria do aprendizado até a fidelização de clientes ou aumento de vendas. 

Engajamento aumentado: elementos de jogos, como recompensas, níveis e desafios, tornam as atividades mais envolventes e divertidas, mantêm os usuários interessados por mais tempo.

Motivação Intrínseca: a gamificação apela para a motivação intrínseca dos indivíduos, oferecendo satisfação pessoal e um senso de realização ao completar tarefas.

Feedback Imediato: por meio de pontuações, medalhas e outros mecanismos de feedback, os usuários recebem uma resposta instantânea sobre seu desempenho, o que facilita o aprendizado e a melhoria contínua.

Objetivos Claros: a definição de metas claras e alcançáveis ajuda a orientar os usuários e a manter o foco, tornando mais fácil medir o progresso.

Comportamento Reforçado: recompensas e incentivos reforçam comportamentos desejáveis, ajudando a criar hábitos positivos e duradouros.

Socialização: elementos sociais, como times e comunidades, promovem a colaboração e a interação entre os participantes, criando um senso de pertencimento e apoio mútuo.

Esses fatores combinados fazem da gamificação uma ferramenta eficaz para atingir diversos objetivos, desde a melhoria do aprendizado até o aumento da produtividade e a fidelização de clientes.

Liberação de dopamina em estratégias gamificadas

Junto aos fatores anteriores, é importante ressaltar que a gamificação pode liberar dopamina em várias etapas do processo, cada uma associada a diferentes mecanismos de recompensa e motivação. Esse processo também explica a eficácia da gamificação.

A dopamina é um neurotransmissor que desempenha um papel fundamental no sistema de recompensa do cérebro, influenciando a motivação, o prazer e o aprendizado. 

1. Antecipação da Recompensa

Quando um participante antecipa uma recompensa, seja um ponto, medalha ou avanço no jogo, há uma liberação de dopamina. Esta antecipação aumenta a motivação e o engajamento.

2. Alcançando Metas

A obtenção de metas definidas, como completar uma missão ou alcançar um novo nível, resulta na liberação de dopamina, proporcionando uma sensação de realização e satisfação.

3. Recebendo Feedback Positivo

Sistemas de feedback imediato, como notificações de “parabéns” ou pontuações altas, liberam dopamina ao reforçar comportamentos positivos e conquistas.

4. Progressão Contínua

Ver o progresso contínuo, como o aumento de níveis ou a acumulação de pontos, mantém os participantes engajados e motivados, liberando dopamina constantemente conforme eles avançam.

5. Interação Social

Interagir com outros jogadores, receber elogios ou contribuir para um grupo também pode liberar dopamina, reforçando a importância das conexões sociais.

Esses momentos mostram como a gamificação aproveita os mecanismos naturais de recompensa do cérebro para manter os participantes motivados e engajados. Ao entender esses pontos de liberação de dopamina, é possível criar experiências gamificadas mais eficazes e envolventes.

Elementos comuns de estratégias gamificadas

Jane McGonigal, PhD e designer de jogos, identificou que todos os jogos possuem quatro características essenciais: metas claras, regras definidas, sistemas de feedback e participação voluntária.

Meta

Toda estratégia gamificada deve ter um objetivo claro que os participantes devem atingir. Isso pode ser algo tangível, como completar uma tarefa específica, ou intangível, como melhorar habilidades ou adquirir conhecimento.

Regras

As regras definem as limitações e os parâmetros dentro dos quais os participantes devem operar. Elas são fundamentais para criar um ambiente estruturado e justo, onde todos sabem o que é permitido e o que não é.

Sistema de Feedback

Um sistema de feedback eficaz fornece informações imediatas sobre o desempenho dos participantes. Isso pode incluir pontuações, medalhas, níveis ou outros tipos de recompensas que ajudam os indivíduos a entenderem como estão progredindo e o que precisam fazer para melhorar.

Participação Voluntária

A participação voluntária é essencial para garantir que os participantes estejam genuinamente interessados e engajados na atividade. Quando as pessoas escolhem participar por vontade própria, elas estão mais motivadas e dedicadas a alcançar os objetivos propostos.

Poder de estimular diferentes perfis de colaboradores

O pesquisador de jogos Richard Allan Bartle ainda descobriu que os games são capazes de estimular quatro tipos de jogadores. Com base nisso, ele sistematizou o Arquétipo de Bartle com os seguintes perfis. 

Socializadores 

Indivíduos cujo fator mais importante é a interação e socialização com outros jogadores, seja dentro ou fora do game.

Exploradores 

Jogadores que preferem explorar todas as nuances do jogo, seja seu terreno, seus personagens e atores ou curiosidades.

Conquistadores 

Pessoas que preferem acumular riquezas, pontos e conquistas, buscando constantemente novas formas de progredir e alcançar metas.

Assassinos 

Jogadores que gostam de derrotar outros jogadores e/ou o ambiente do jogo, a fim de mostrar sua superioridade através de suas habilidades. Para a Robbyson, esse é um comportamento que não deve ser incentivado, apesar de ser natural. Mostramos em outro texto como é possível estimular a colaboração em vez da competição.  

Esses perfis de jogadores mostram como diferentes tipos de motivações podem ser atendidos em uma estratégia gamificada, proporcionando uma experiência mais rica e envolvente para todos os participantes. Em uma mesma empresa, sabemos que há diferentes tipos de pessoas e o arquétipo de Bartle indica que vários podem ser estimulados com gamificação. Pronto para começar a usar a gamificação na sua empresa? Converse com um especialista da Robbyson e conheça melhor nossa plataforma: https://www.robbyson.com/fale-com-o-especialista/


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias relacionadas

    Receba novidades

    x

    Utilizamos cookies e outras tecnologias para lhe oferecer uma experiência de navegação melhor, analisar o tráfego do site e personalizar o conteúdo, de acordo com a nossa Política de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com estas condições.